Japoneses que vivem no Brasil ficam indecisos antes do duelo deste sábado
A colônia japonesa no Brasil ficará dividida para o duelo de abertura da Copa das Confederações, entre as duas seleções, que acontece neste sábado, no Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília.
Nenhum outro país tem população tão grande de japoneses como o Brasil, em uma imigração que começou no início do século XX, de acordo com os governos brasileiro e japonês.
Gustavo Satoru Kajitani, de 21 anos, é descendente de japoneses e morador de São Paulo. O estudante deve se reunir com amigos para acompanhar o jogo e admite ficar na dúvida na hora de torcer. "Não é por uma questão de nacionalidade ou algo assim. Gosto dos dois", afirmou.
O analista de sistemas e também descendente, Maurício Massami Hirota, de 29 anos, não vai assistir ao jogo por estar viajando, revelou que irá torcer pela seleção japonesa na Copa, mais pela falta de confiança na equipe de Felipão.
"Torço pelo Japão porque é o time mais fraco. Acho que também tem o fato de o Brasil não estar com o time muito bom", afirmou.
Esta será a segunda vez que as seleções dos dois países se enfrentam em território brasileiro. A primeira ocorreu num amistoso em 1989, no Rio de Janeiro, com vitória dos donos da casa por 1 a 0.
Os primeiros imigrantes japoneses chegaram ao país em 1908, a maioria para trabalhar nos cafezais do oeste paulista. De acordo com informações do governo do estado de São Paulo, entre 1917 e 1940, foram mais 164 mil japoneses.
Segundo informações do Consulado do Japão, cerca de 1,5 milhão de japoneses e descendentes vivem atualmente no país. Destes, aproximadamente um milhão vive em São Paulo. A colônia japonesa também tem forte presença no Paraná, Mato Grosso do Sul e Pará.
Os brasileiros foram importantes no desenvolvimento do futebol do outro lado do mundo. O ex-craque do Flamengo, Zico, foi jogador do Kashima Antlers e técnico da seleção japonesa. Além disso, uma legião de craques chegou a atuar em no campeonato nacional.
Brasil e Japão jogam pela primeira rodada do Grupo A da Copa das Confederações, às 16h, no Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília. México e Itália, que completam a chave, se enfrentam no dia seguinte, no Maracanã, no Rio de Janeiro.
